Compras, compras, compras...

Estou escrevendo este post no dia 20 de dezembro, época de Natal...

Antes de mais nada, devo dizer que amo o Natal. Nosso Salvador nasceu! Tempo de comemorar o fato de que Ele veio habitar entre nós. Amo os enfeites, o "espírito natalino" que alguns afirmam sentir...

O que não suporto? Trânsito, lojas lotadas, supermercados com filas enormes... tudo isso em nome de um Natal que nada tem a ver com a origem da data. Muitos sequer se lembram de Jesus nessa maratona de compras, stress, loucura total...

Será que precisamos de mais coisas? Acumular objetos é realmente sinônimo de felicidade? Se eu tiver aquele sapato, andarei por caminhos melhores? Se eu tiver aquela bolsa, guardarei dentro dela melhores lembranças? Se eu tiver aquela roupa, estarei vestida de alegria?

Claro que o comércio comemora cada data. Não vejo mal nenhum em comprar também, desde que de forma racional.

Coloquei na minha cabeça que este ano de 2017 seria de mais simplicidade em minha vida. Antes de comprar, pensava se aquilo faria alguma diferença em minha vida. Na maior parte das vezes não... Acabamos comprando mais "pelos outros" do que por nós mesmos. Não como algo altruísta, mas para revelar aos outros uma falsa imagem que queremos transmitir.

As redes sociais só exacerbaram a questão. A falsa imagem está presente por todos os lados, o sorriso que indica uma pretensa felicidade esconde uma tristeza interior, mas o outro pensa que só ele está triste, que todos estão se divertindo.

Se a gente levasse bem a sério mesmo o Natal, esqueceria as compras e se lembraria mais da doação. Não só de dinheiro, alimentos, mas de tempo.

A mais linda doação é alguém reservar seu tempo para ouvir, sem pensar na próxima história para contar. Simplesmente ouvir. Um exercício belíssimo de humildade.

Preciso praticar muito ainda... E você?

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