A mãe eterna

Ontem à noite terminei um livro que mexeu muito comigo. Chama-se "A mãe eterna", de Betty Milan. O livro é autobiográfico, onde a autora narra fatos e principalmente sentimentos, em relação à sua mãe de 98 anos.

É um livro que incomoda, de um certo modo. Não é fácil estar cara a cara com a perda iminente de sua mãe.

Mas a profundidade dos sentimentos da filha nos comove, na medida em que se aproxima de todos nós. Não é fácil virar "mãe da mãe", dada à fragilidade que apenas o tempo pode nos dar...

Descobrir-se um pouco mais orfã à cada dia que passa, quando nossas histórias vão sendo perdidas na memória de nossa própria mãe...

É um livro para os fortes, mas é uma leitura belíssima, que nos faz refletir sobre como o tempo vai alterando nossa própria história e tudo que achamos sobre ela...


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