Barulho e silêncio

Enquanto escrevo, escuto o barulho infernal da reforma em cima do meu apartamento. É barulho de máquinas, de destruição... Mal posso esperar pelo fim dessa desgraça toda...

Aliás, é muito comum ligarmos o barulho ao inferno. Não nos permite pensar, sossegar, conversar... O barulho nos impede de ouvir nossos próprios pensamentos...

Por alguns segundos, o barulho cessa e a paz do silêncio parece ainda maior do que seria normalmente... Todos os extremos da vida nos fazem pensar o quanto queremos o que já não temos.

Nunca parei para pensar no valor do silêncio enquanto o tinha constantemente... Mas basta algo atrapalhar isso por um tempo, que vemos que tínhamos paz e nem a considerávamos como tal.

Viver é conseguir o equilíbrio entre os extremos. Apesar do barulho que não me permite sequer ler ou conversar com alguém, preciso achar dentro de mim a paz.

Posso fugir do barulho saindo para algum outro lugar, mas não posso sair de mim, então a paz tem que me acompanhar independentemente das situações vividas...

E assim vamos seguindo, entre barulho e silêncio, encontrando nossa própria melodia interior...

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