Retalhos de tempo
E se a história começasse pelo final? Morrêssemos antes, pra depois nascer?
Já teríamos passado pelo pior, começaríamos a vida bem velhinhos, cheios de dores, aposentados. E todo mundo nos falaria, alegremente: acalme-se, que na adolescência tudo isso vai passar!
Viria então a difícil idade adulta: trabalho, obrigações, contas a pagar, filhos bem velhinhos pra cuidar...
E então a adolescência... Daríamos trabalho para nossos filhos, já adultos, que olhariam para os colegas e diriam, revirando os olhos: Nunca pensei que essa fase fosse tão difícil...
Sairíamos para as baladas, lutaríamos para nos esquivar das más companhias, estudaríamos e estaríamos em dúvida sobre o que ser quando fôssemos crianças...
A fase de brincar, brincar... sabíamos que estávamos quase no fim da vida e era um privilégio ter chegado até ali. Mas não nos importávamos. Nada nos doía, a não ser o joelho ralado de vez em quando...
Ahhh, que delícia sentir o vento no rosto enquanto corríamos e brincávamos de pega-pega. Nossos filhos olhando de longe, adolescentes e mal-humorados conosco...
E para os afortunados que tivessem vida longa, seríamos bebês, totalmente dependentes de nossos filhos, que mais queriam brincar do que ficar conosco... chorávamos, impotentes, porque algo trazia algum desconforto, mas sempre havia um colo por perto... e assim seria o fim...
Não somos todos feitos de todos esses retalhos de tempo?
Já teríamos passado pelo pior, começaríamos a vida bem velhinhos, cheios de dores, aposentados. E todo mundo nos falaria, alegremente: acalme-se, que na adolescência tudo isso vai passar!
Viria então a difícil idade adulta: trabalho, obrigações, contas a pagar, filhos bem velhinhos pra cuidar...
E então a adolescência... Daríamos trabalho para nossos filhos, já adultos, que olhariam para os colegas e diriam, revirando os olhos: Nunca pensei que essa fase fosse tão difícil...
Sairíamos para as baladas, lutaríamos para nos esquivar das más companhias, estudaríamos e estaríamos em dúvida sobre o que ser quando fôssemos crianças...
A fase de brincar, brincar... sabíamos que estávamos quase no fim da vida e era um privilégio ter chegado até ali. Mas não nos importávamos. Nada nos doía, a não ser o joelho ralado de vez em quando...
Ahhh, que delícia sentir o vento no rosto enquanto corríamos e brincávamos de pega-pega. Nossos filhos olhando de longe, adolescentes e mal-humorados conosco...
E para os afortunados que tivessem vida longa, seríamos bebês, totalmente dependentes de nossos filhos, que mais queriam brincar do que ficar conosco... chorávamos, impotentes, porque algo trazia algum desconforto, mas sempre havia um colo por perto... e assim seria o fim...
Não somos todos feitos de todos esses retalhos de tempo?
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