costumes

Era uma pessoa de costumes arraigados. Cada dia da semana tinha uma cara diferente, porque aprendeu a vê-los sempre da mesma maneira.

Segunda era o dia do mal-humor. Terça era dia de resolver problemas. Quarta era dia do cansaço. Quinta era dia de esperança. Sexta era o dia da expectativa. Sábado era o dia de diversão. Domingo era o dia da preguiça e de uma ligeira depressão pela semana de trabalho que começaria.

Nunca pensou em ter diversão na segunda. Nunca pensou em ser feliz num dia chuvoso. O externo influenciava o interno.

Um pequeno contratempo já colocava o dia inteiro em xeque.

Vivia embotado, sem grandes sonhos ou desilusões. Vivia o dia de acordo com seu caderninho já programado. Não era feliz nem triste.

“A vida é assim mesmo...” - esse era seu lema pessoal, levado até às últimas consequências.

Mas a vida nunca é programada ou cronometrada. Um dia ela teve um fim... e ele viu que nunca viveu de verdade, apenas buscou sobreviver à rotina...

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