Espera
A espera dói nos ossos. Olhar o relógio se torna a atividade mais comum e repetida. O olhar passa de um lado a outro, tentando encontrar...
A palavra "passatempo" perde até o sentido. Abre o livro, tenta se concentrar em outra história, que não a sua.
Após alguns minutos, volta a olhar o relógio e percebe que passou por 10 páginas sem captar uma só palavra que fosse.
Tic-tac implacável. Tentou então olhar ao seu redor e se entreter com as pessoas que passavam apressadas. Uma apertava contra si sua bolsa, receosa de um assalto, embora trajasse roupas simples e aparentasse ter muito pouco a perder. Talvez por isso...
Outro caminhava a passos largos, também olhando no relógio, atrasado para um momento importante. Uma mãe com uma criança, caminhavam meio andando, meio pulando, enquanto sorriam uma para a outra. A mãe olhava ao redor, procurando expectadores para a cena. Me encontrou e sorriu. Sorri também, mais por educação do que sensibilizada pela cena que decorria. Olhava sem ver, via sem olhar.
Então ele chegou. Caminhando firme, como sempre. Reconheceria-o apenas ao olhar seus passos. Único. Sorriu aquele sorriso meio torto e pediu desculpas pelo atraso. Nem consegui ouvi-lo, pois meu coração batia muito alto e abafava todo o som da metrópole.
E aí o tempo parou...
A palavra "passatempo" perde até o sentido. Abre o livro, tenta se concentrar em outra história, que não a sua.
Após alguns minutos, volta a olhar o relógio e percebe que passou por 10 páginas sem captar uma só palavra que fosse.
Tic-tac implacável. Tentou então olhar ao seu redor e se entreter com as pessoas que passavam apressadas. Uma apertava contra si sua bolsa, receosa de um assalto, embora trajasse roupas simples e aparentasse ter muito pouco a perder. Talvez por isso...
Outro caminhava a passos largos, também olhando no relógio, atrasado para um momento importante. Uma mãe com uma criança, caminhavam meio andando, meio pulando, enquanto sorriam uma para a outra. A mãe olhava ao redor, procurando expectadores para a cena. Me encontrou e sorriu. Sorri também, mais por educação do que sensibilizada pela cena que decorria. Olhava sem ver, via sem olhar.
Então ele chegou. Caminhando firme, como sempre. Reconheceria-o apenas ao olhar seus passos. Único. Sorriu aquele sorriso meio torto e pediu desculpas pelo atraso. Nem consegui ouvi-lo, pois meu coração batia muito alto e abafava todo o som da metrópole.
E aí o tempo parou...
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