Outro dia

Ontem meu dia foi calado. As felicitações pelo Dia dos Pais só doíam no coração pela ausência do meu... Não fui ao cemitério, me recuso a acreditar que ele está ali. Fui à igreja, onde acredito que nos encontramos nos finais de semana. Eu de um lado, meu pai do outro...

Mas ontem até mesmo a igreja falava sobre o dia dos pais. Não consegui fugir, tampar os ouvidos ou virar o rosto. A realidade ali estava e tive que encarar. Encarei. Com muitas lágrimas. Precisava lavar o coração de tanta saudade acumulada.

Depois voltei pra casa e o lugar vazio gritava. Liguei a TV, mais Dia dos Pais por todos os lados. Quando finalmente a noite chegou, achei que o sono me levaria para longe de tudo, mas antes rezei. E chorei novamente. Pedi a Deus que entregasse o meu abraço, o meu amor, as minhas saudades... o coração parecia não ter espaço para tanta dor.

Mas Deus Misericordioso me alegrou com a certeza de que o abraço foi entregue e que foi o melhor abraço do mundo! Então hoje começo uma nova semana com essa fé que me põe de pé. Um dia de cada vez. Renovando as forças só por hoje, amanhã é outro dia...

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