Eu e você

Escrevo para mim, mas sei que tem você lendo. Tudo que jogamos no mundo chamado Internet, ali se imortaliza.

Não conheço seu rosto, assim como você não conhece o meu. Não sei onde você vive e nem o que gosta de fazer. Já eu, mesmo não tendo minha foto estampada, estou aqui. Minhas palavras são expressões do meu pensamento, da minha ética, do meu modo de vida.

Aqui exponho um pouco do meu eu, esperando não ser rechaçada por você. Não imponho limites ao meu coração, então abraço a escrita como quem abraça um desconhecido. No caso, você...

Conto coisas que talvez meus amigos mais próximos nem saibam. Não espero palavras de apoio nem um tapinha nas costas me congratulando. A escrita torna-se um ato involuntário, como se estivesse simplesmente respirando. Ninguém é elogiado por respirar bem. A não ser que esteja em uma aula de Yoga, talvez.

Imagino o rosto de quem me lê. Espero que haja um sorriso em algumas partes, emoção em outras. Só não suporto imaginar indiferença. Indiferença é o contrário de amor. Não é o ódio.

Com o ódio, posso até lidar, embora, é claro, sofra se proporcionar esse tipo de emoção involuntariamente. Todos nós estamos em busca da aprovação, do amor.

O mais triste seria alguém (você) me dizer: Li, mas nada me tocou de nenhuma forma. Saio do blog sem a mínima emoção, seja ela qual for.

Não é assim que quero imaginar você. Quero imaginar que você vem aqui, talvez depois de um dia difícil e pega minhas palavras como quem pega uma pluma. Tenta voar nelas, colocar o seu sentido, refletir...

Enquanto eu e você estivermos aqui, Deus nos ajudará para que o encontro da palavra com a leitura seja o mais agradável possível. E se não for agradável, que seja algo que nos ajude a mudar. Ou eu ou você.

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