Livro e política
O fim de uma era, começo de outra... É importante mudar, por mais medo que nos dê. A mudança traz uma nova perspectiva, um novo jeito de olhar.
Ontem elegemos um novo presidente, de um pequeno partido, com tudo contra ele. Exceto o povo. As pessoas buscavam alguém que falasse uma linguagem diferente, que trouxesse Deus para o centro de tudo.
Estava cansada da mesmice de um partido que queria se eternizar no poder, que se aliava a países com ditaduras, que apoiava o errado e punia o certo.
Ontem, usaram o livro como plataforma política, indo votar com ele na mão. Como leitora voraz que sou, me senti afrontada ao ver isso. Primeiro que só levavam o livro para mostrarem sua ideologia, não como símbolo de humildade pra aprender. Muitos sequer liam em seu cotidiano, mas o levavam em mãos como que para mostrar ao mundo o quanto eram cultos. Vaidade das vaidades, tudo é vaidade...
Se um livro não for um símbolo de que nada sabemos e que precisamos muito aprender, ele de nada vale. A partir do momento em que nos achamos mais inteligentes do que o resto da humanidade, já nos colocamos em uma posição de superioridade, incompatível com a leitura.
Pegar um livro pra ler é reconhecer nossa incompetência em saber. Quanto mais lemos, mais sabemos que não sabemos nada. Se um livro se tornar discriminatório, já perde sua função em si mesmo.
Li muitos comentários do tipo: Lê e se informa... pessoas que provavelmente só leem um lado da história ou que nem leem nada... a leitura vai muito além do livro, porque há a leitura de mundo, essa que a gente faz o tempo inteiro e que precisa de uma história de vida para auxiliar...
Lendo ou não lendo, o povo escolheu. Que venham mudanças e que possamos sonhar com um Brasil mesmo...
Ontem elegemos um novo presidente, de um pequeno partido, com tudo contra ele. Exceto o povo. As pessoas buscavam alguém que falasse uma linguagem diferente, que trouxesse Deus para o centro de tudo.
Estava cansada da mesmice de um partido que queria se eternizar no poder, que se aliava a países com ditaduras, que apoiava o errado e punia o certo.
Ontem, usaram o livro como plataforma política, indo votar com ele na mão. Como leitora voraz que sou, me senti afrontada ao ver isso. Primeiro que só levavam o livro para mostrarem sua ideologia, não como símbolo de humildade pra aprender. Muitos sequer liam em seu cotidiano, mas o levavam em mãos como que para mostrar ao mundo o quanto eram cultos. Vaidade das vaidades, tudo é vaidade...
Se um livro não for um símbolo de que nada sabemos e que precisamos muito aprender, ele de nada vale. A partir do momento em que nos achamos mais inteligentes do que o resto da humanidade, já nos colocamos em uma posição de superioridade, incompatível com a leitura.
Pegar um livro pra ler é reconhecer nossa incompetência em saber. Quanto mais lemos, mais sabemos que não sabemos nada. Se um livro se tornar discriminatório, já perde sua função em si mesmo.
Li muitos comentários do tipo: Lê e se informa... pessoas que provavelmente só leem um lado da história ou que nem leem nada... a leitura vai muito além do livro, porque há a leitura de mundo, essa que a gente faz o tempo inteiro e que precisa de uma história de vida para auxiliar...
Lendo ou não lendo, o povo escolheu. Que venham mudanças e que possamos sonhar com um Brasil mesmo...
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