Sociedade líquida

Algo muito comum era ver as mães olhando seus filhos no parquinho. Cuidavam, olhavam, observavam, interagiam, seguravam, proibiam, liberavam...

Era comum...

Hoje vejo mães que supostamente estão cuidando de seus filhos, mas estão mesmo é olhando no seu celular. Agora eu penso: será que é algo extremamente importante no celular? Entenderia se fosse uma mãe médica e tivesse a vida de alguém na ponta de seus dedos. Mas não. São donas de casa, provavelmente olhando a vida dos outros no facebook ou curtindo o filho dos outros em fotos no instagram.

Em que mundo estamos que a última barreira a ser quebrada é o amor de mãe, e já estão conseguindo?!

Famílias estão sendo devastadas. A TV mostra que ninguém deve suportar desaforo dos outros. Temos que reagir. E "reagir" é a luta ou a fuga. Muitos fogem. Não há mais paciência pra aguentar um marido que aperta a pasta de dentes pela metade e que deixa a toalha molhada em cima da cama. Não dá. Acaba-se um casamento como se fecha um aplicativo no celular.

A tal da sociedade líquida. Tudo é descartável e dura pouco. Nada foi feito pra durar. A igreja deveria se modernizar. "Até que a morte os separe" deve ser mais light: "até que o primeiro incômodo os separe".

O importante é ser feliz, não é mesmo? De preferência, eu... o outro que busque sua felicidade sozinho. Ninguém quer carregar sua cruz. A vida de Jesus se torna cada dia mais incompreensível neste mundo de sonhos individuais. Morrer por alguém? Oferecer a outra face? Amar seus inimigos?

Sinto como se tudo estivesse seguro por um fio esgarçado... E cada vez estivéssemos afundando mais um pouco. O que era bom, agora não é mais. Família está fora de moda. Deus tem que se adaptar aos nossos novos tempos... Tudo muda o tempo todo...

Tenho a sensação de que estou em um trem errado e não tem parada pra descer...

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